
Entre quatro paredes brancas o silêncio corrói minha alma, deixando-me em profunda reflexão. Não que realmente queira pensar sobre coisas corriqueiras, mas o silêncio me obriga a colocar ideias no lugar. Uma forte dor aperta o peito e instantaneamente as lágrimas se aglomeram em meus olhos, segurando o choro cubro meu rosto com o cobertor e cruzo os pés, para de alguma forma não me sentir sozinho. Entre um lado e outro da cama, memórias me levam a dias quentes, aqueles dias em que as cores de toda a cidade vibra e seus olhos ligeiramente grava cada tonalidade do céu, dia precioso.
A solidão não pede para se instalar, simplesmente arromba a porta do seu coração e por ali fica, como um intruso. Você a rejeita, mas como um cão ela sempre volta, não se engane ela não é sua melhor amiga, não é bonito ser solitário, pode ser poético, mas o bonito passa longe. Não que você realmente precise, mas ela te força a quere alguém do seu lado, pra abraçar, sorrir e até mesmo brigar. Nesses momentos me pego pensando em você e na forma sublime de seus olhos e no carinho do seu olhar, saudade.